Escolhas e decisões: consegues assumir a tua verdade?


“ A felicidade não se resume na ausência de problemas,

mas sim na capacidade de lidar com eles”



Hoje senti vontade de escrever sobre as escolhas e decisões.

Quantas vezes tomamos decisões sem pensarmos nas consequências, agindo em piloto automático e sem pararmos para pensar se realmente é o melhor para nós ou quais as consequências que podem ter.


O objectivo desta reflexão é deixar esta questão no ar, para que quem as ler possa reflectir e analisar que tipo de escolhas faz e qual a atitude que a seguir assume quando recebe a consequência dessa acção.


Quando conseguimos identificar o tipo de escolhas e as atitudes que temos perante as consequências, surge a oportunidade de as podermos corrigir e, aos poucos, começarmos a adquirir hábitos mais saudáveis para as nossas vidas.


Sempre que fazemos uma escolha e agimos para a colocar em acção, estamos a por em movimento uma energia: a intenção.

Certamente que já ouviram falar de uma Lei Universal chamada de Acção/Reacção. Ela explica que toda a acção que cada um de nós toma vai gerar uma reacção. Até aqui tudo parece simples - e, na realidade, é. O que quero focar aqui é: nessa acção, quantos de nós assumimos a responsabilidade das consequências (reacção) das nossas escolhas (acção)?


O que quero dizer é que temos duas formas de nos posicionarmos perante as reações geradas pela escolha que fizemos:


1) podemos escolher ser as vítimas - em que os outros é que não estão a ser correctos, são uns ingratos - entrando no lamento. Ficamos à espera que os outros mudem e aceitem a nossa escolha como sendo a melhor, a mais correcta e que nos dêem a razão;

ou

2) assumimos a responsabilidade de que o que nos aconteceu é consequência da escolha que fizemos, pensando ser o melhor - mesmo quando não corre tão bem como esperado.


Sempre que nos posicionarmos na responsabilidade e dissermos "isto aconteceu porque EU tomei esta decisão", ficamos com a chance de podermos fazer diferente, aprendemos com a experiência que fizemos e conseguimos libertar-nos das emoções geradas pelo desilusão do resultado - e, assim, seguirmos em frente. Esta atitude dá-nos a oportunidade de podermos não repetir mais aquele tipo de escolha.


A responsabilidade dá-nos o poder de agir em vez de reagir. Assumimos o nosso Poder Pessoal e as rédeas da nossa vida. Deixamos de ser controlados pela necessidade de agradarmos e de nos sentirmos aceites pelo outro.

Quando nos posicionamos como vítimas ("a culpa é sempre do outro") estamos a entregar o nosso Poder Pessoal ao outro, permitindo que as atitudes deles nos façam sofrer enquanto esperamos que mudem e nos dêem razão. Ficamos “presos” na experiência e não nos corrigimos. E com esta postura continuamos a repetir os mesmos padrões dia após dia. Sentimos que nas nossas vidas nada corre bem, que tudo e todos estão contra nós.


Muito ainda fica por dizer sobre este tema, mas o objectivo de hoje é que cada um de nós se comece a questionar sobre o tipo de escolhas que faz e como se coloca perante as consequências.


Termino com outra frase de Albert Einstein que tão bem resume o que acabei de referir:


Loucura é querer resultados diferentes, fazendo tudo exactamente igual



Sintam-se à vontade para me escrever e colocar as vossas questões.

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