Cura e Ancestralidade

O que lá vai, lá vai – é certo -, mas nem sempre funciona assim. A energia e vibração nos nossos ancestrais está, muitas vezes, connosco em emoções e padrões de comportamento. Ao longo dos últimos meses têm chegado várias pessoas até mim com queixas ligadas a este tema e, por isso, pergunto: vamos mergulhar um pouco mais dentro de nós, até aos meandros do nosso passado profundo, e alargar a compreensão sobre o nosso maravilhoso Ser?


À medida que fui fazendo o meu percurso de crescimento e desenvolvimento pessoal, chegou a um momento em que fui obrigada a olhar para as questões familiares, depois de me aperceber de emoções e padrões de comportamento com os quais não me identificava e nem sentia que me pertencessem. Questionei-me, vezes sem conta, porque me sentia assim. Fisicamente tinha a sensação de um peso/fardo - como se nem o meu corpo me pertencesse - sensação de sufoco, estar dentro de um colete forças, querer sair e não conseguir. Emocionalmente sentia uma tristeza profunda que nem sempre fazia sentido. Estando eu determinada a crescer e a evoluir, fui procurar respostas e é aqui que começo mais uma etapa: a de olhar para os padrões familiares que me tinham sido transmitidos geneticamente e que eu inconscientemente repetia e agia em lealdade com o meu clã.


Assim como existe um inconsciente colectivo, também existe um inconsciente familiar. Neste, ficam guardadas todas as experiências familiares que foram silenciadas e escondidas por serem um tabu, por causarem vergonha ou medo. Este processo de transmissão entre gerações é algo inconsciente.

Por exemplo, dentro de um seio familiar onde um antepassado sofreu de um abuso sexual e esse trauma foi silenciado por medo ou vergonha, os seus descendentes vão suportar o peso da dor e sofrimento desse momento. O sintoma mais comum é a sensação de sentir ou pressentir que existe algo estranho à nossa volta, um desconforto físico como um peso/fardo que se sente e não se consegue explicar e/ou uma tristeza profunda e para a qual, aparentemente, não existe motivo.


Neste género de situação, os sintomas que vão passando de geração em geração podem ser desconfiança visceral das pessoas do sexo oposto ou até do próprio sexo (dependendo do tipo de abuso sofrido), intolerância em relação à sexualidade ou uma sensação de desconforto inexplicável.


Os sintomas variam consoante o tipo de traumas que cada um de nós herda geneticamente, sendo que estes, e os padrões familiares, tendem a repetir-se de geração em geração até ser encontrada uma maneira de se tornarem consciente e serem resolvidos.

Os desconfortos físicos e emocionais que sentimos podem ser a chamada de atenção para que tomemos consciência da existência de verdades, traumas e segredos familiares que foram escondidos e reprimidos e que não estão na nossa própria vida, mas que pertence a algum dos nossos antepassados.


Muito há a falar sobre este tema que é tão profundo e delicado. Contudo, não me irei alongar muito mais uma vez que o objectivo é o de despertar a vossa consciência de que para além do que conhecem como a vossa realidade, existe, em cada um de vós, uma geração de antepassados dos quais não devemos, nem podemos, ignorar as suas histórias, uma vez que nós somos a continuação dessa mesma história. Assim sendo, devemos honra-la e respeita-la, não tendo – apesar disso - de carregar os seus fardos e traumas.


Existem várias técnicas que nos podem ajudar a curar o que herdamos geneticamente que permitem a cura em nós e nas gerações passadas e as futuras.


Se sentes algum dos sintomas acima descritos ou algo que não consigas explicar, agenda uma consulta de cura ancestral comigo onde terás a oportunidade de curar essas memórias em ti e na tua linhagem.


Desejo-vos uma Excelente e Maravilhosa Semana.


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